
Escolher um bar em São Paulo já não significa apenas decidir entre cerveja, vinho ou caipirinha.
Para explorar esse universo, reunimos 10 bares com drinques autorais em SP para conhecer que vão desde nomes já consolidados a casas que chegaram recentemente à cidade.

📍 Barra Funda
Só nove pessoas por noite ocupam o balcão do Pininha e talvez essa dimensão ajude a explicar por que a experiência é tão concentrada no copo.
À frente da casa está Gabriel Szklo, eleito Bartender do Ano pelo VEJA COMER & BEBER 2026. O Pininha também conquistou o primeiro lugar na categoria Drinques da publicação.
Localizado na Barra Funda, o trabalho parte muito da coquetelaria clássica para chegar a sabores próprios, como no garum martini, que incorpora um toque salino à bebida.

A casa, que fica em Pinheiros, produz seus próprios vermutes e construiu em torno deles uma carta criativa, combinando ingredientes que nem sempre parecem destinados a dividir a mesma taça. Um exemplo é o Golden Brown, que junta uísques, vermute da casa reduzido com tarê e cogumelo shiitake.
Em 2026, o Trinca ficou em segundo lugar entre os melhores bares de drinques de São Paulo pelo VEJA COMER & BEBER.

No térreo do Copan, o Fel prova que olhar para trás também pode ser uma maneira de renovar a coquetelaria.
A casa pesquisa receitas antigas e pouco conhecidas, recuperadas de livros e publicações históricas. A carta atual reúne preparos criados entre diferentes períodos do século XX, além de clássicos executados pelo bartender Fábio Dias.
Em vez de exagerar em técnicas e ingredientes, o Fel aposta em equilíbrio, história e repertório.
O bar ficou em terceiro lugar na categoria Drinques do VEJA COMER & BEBER 2026.

Um casarão antigo na Vila Buarque, um piano e uma carta assinada por um dos nomes conhecidos da coquetelaria paulistana.
O Coda, comandado por Ale D’Agostino, mistura receitas autorais e clássicos. Os coquetéis de perfil mais intenso ganham espaço importante na experiência.
A estreia chamou atenção rapidamente: o endereço foi escolhido como Bar Revelação pelo VEJA COMER & BEBER 2026.

No Tan Tan, localizado em Pinheiros, cozinha e bar se encontram.
A carta atual, criada pelo bartender Caio Carvalhaes em parceria com o chef Thiago Bañares, trabalha ingredientes brasileiros e combinações pouco óbvias. Cupuaçu, tucupi preto, castanha-de-caju e erva-mate já aparecem ao lado de destilados tradicionais.
Em 2026, o coquetel Elizabeth, preparado com uísque, cordial de maçã e vermute tinto infusionado com mate, ficou em primeiro lugar na seleção de Drinques Autorais por World Class do VEJA COMER & BEBER.

A equipe liderada por Gabriel Santana revisitou coquetéis considerados kitsch ou datados para imaginar como seriam criados hoje. O antigo hi-fi, por exemplo, ganhou uma interpretação com rum, cachaça, cajuína, limão-cravo, tangerina e guaraná.
Outra releitura, o Grasshopper, conquistou o segundo lugar entre os Drinques Autorais por World Class em 2026.
O Santana Bar fica localizado em Pinheiros.

É hora de explorar o Japão através da coquetelaria.
Localizado sobre o restaurante Kuro, no bairro Cerqueira César, o Shiro ganhou em 2026 uma nova carta comandada pela bartender Mia Rossi. Saquê, uísques japoneses, ameixa, umami e referências da cultura nipônica aparecem nas receitas.
Um dos exemplos é o Usu Sakura, que combina vodca, saquê, cordial de ameixa fresca e bitter de flor de cerejeira.
A experiência ainda pode ser acompanhada por pequenas porções japonesas.

Se a Tailândia inspira a cozinha, por que não inspirar também o bar?
O P’Lek, localizado no bairro Cerqueira César, nasceu como irmão do restaurante Ping Yang Thai Bar & Food e mantém essa conexão nos petiscos e nos drinques.
A carta criada pelo bartender João Piccolo trabalha sabores intensos, refrescantes e inesperados. O Tang Mo, por exemplo, combina cachaça, melancia, azeitona preta e limão-taiti.
Na mesa, preparos apimentados e receitas de inspiração tailandesa completam a experiência.

No Sucinta, o Brasil aparece dos dois lados da mesa.
A cozinha da chef Dadis Vilas Boas trabalha ingredientes nacionais em pratos como escabeche de sururu e beef tataki com ponzu de tucupi. A carta segue a mesma direção, levando referências brasileiras para os coquetéis.
Entre as receitas está uma interpretação do bombeirinho feita com cachaça branca, açaí e amora.
É uma proposta interessante para quem gosta de pensar a coquetelaria como extensão da cozinha, e não como uma parte completamente separada do restaurante.

📍 Pinheiros
E se um prato pudesse virar drinque?
Em 2026, o Fifty Fifty, localizado em Pinheiros, lançou uma seleção inspirada em comidas e ingredientes sólidos. Há criações construídas a partir de referências como bombom de cupuaçu, aspargos e manga com sal.
Esta última combina tequila, manga, wasabi e vermute seco e conquistou o terceiro lugar entre os Drinques Autorais por World Class de 2026.
Um drinque autoral é uma receita criada pelo bartender ou pela equipe do bar, normalmente a partir de uma ideia, combinação de ingredientes ou técnica própria.
Ele pode nascer completamente do zero, reinterpretar um clássico ou até usar a estrutura de uma receita conhecida como ponto de partida.
E “autoral” também não significa necessariamente complicado.
O Pininha, por exemplo, ganhou destaque em 2026 justamente por evitar uma dependência excessiva de técnicas espetaculares e concentrar o trabalho no sabor e na execução.
Tudo indica que sim.
Além de casas consolidadas, novos bares continuam surgindo e ampliando os estilos disponíveis na cidade. Só no VEJA COMER & BEBER 2026, categorias específicas destacaram bares de drinques, coquetéis sem álcool, bartenders, novidades e até drinques autorais individualmente.
Também há uma diversidade crescente de referências: ingredientes brasileiros, fermentação, técnicas asiáticas, vermutes próprios, receitas históricas e coquetéis que dialogam diretamente com a cozinha.
Se você não conhece muito de drinques, não precisa decorar nomes de destilados antes de sentar no balcão.
Conte ao bartender aquilo que você costuma gostar: mais cítrico ou adocicado? Seco? Amargo? Refrescante? Você gosta de gim, uísque, cachaça ou prefere algo mais leve?
Em bares pequenos, sentar no balcão pode deixar a experiência ainda mais interessante, porque facilita a conversa com quem está preparando os coquetéis.
E não tenha medo de experimentar. Uma carta autoral existe justamente para apresentar combinações que você dificilmente prepararia em casa.
São Paulo tem bar para quem gosta de martíni seco, frutas brasileiras, saquê, vermute, drinques tropicais, receitas históricas ou combinações que parecem impossíveis até o primeiro gole.
Esses 10 bares com drinques autorais em SP são um ponto de partida para explorar essa cena.
Na TasteWay, você encontra bares, restaurantes e outras experiências pela cidade para escolher o próximo rolê de acordo com o bairro, a companhia e o mood do dia.
Pininha, Trinca Bar & Vermuteria, Fel, Coda, Tan Tan, Santana Bar, Shiro, P’Lek, Sucinta e Fifty Fifty formam uma seleção diversa de bares especializados ou reconhecidos por sua coquetelaria.
O Pininha ficou em primeiro lugar na categoria Drinques do VEJA São Paulo COMER & BEBER 2026. Trinca Bar & Vermuteria ficou em segundo e Fel em terceiro.
Na premiação Drinques Autorais por World Class do VEJA COMER & BEBER 2026, o Elizabeth, do Tan Tan, ficou em primeiro lugar. Grasshopper, do Santana Bar, e Manga com Sal, do Fifty Fifty, completaram o pódio.
Tan Tan e Sucinta são dois bons exemplos. As cartas exploram ingredientes como cupuaçu, tucupi, castanhas, cachaça, açaí e outras referências brasileiras.
O Shiro Japanese Cocktail Bar, nos Jardins, é especializado em coquetelaria de inspiração japonesa e trabalha ingredientes como saquê, uísques japoneses e ameixa.
O Trinca Bar & Vermuteria, em Pinheiros, trabalha com vermutes próprios, servidos puros e utilizados em diferentes receitas da carta.
Sim. O Fel fica no térreo do Edifício Copan, na República, e é uma das referências de coquetelaria da região central.